Com a palavra, 2010

2010 começou com um beijo. Foi uma virada de ano fantástica, com pessoas mais que queridas num lugar muito inusitado – e bem arranjado. Dizem que começar o ano assim dá sorte, mas confesso que, ano quase terminado, ainda não consigo avalia-lo sobre sorte ou azar.

O ano seguiu prometendo. Viagem à praia com amigos, segundo período na faculdade, re-uniões preciosas. Acho que, na verdade, não entendi muito bem suas promessas, pois, não muito depois disso, vi meu mundo desabar. Pedacinho por pedacinho da vida que havia construído até então desapareceu como um sopro.

Mudei de casa, de sintonia, de vontades, de escolhas e agora quero até mudar de curso. Cresci. Devo ter envelhecido uns 10 anos aqui dentro, mas essa idade não me perturba mais – e olha que quando você aceita a idade que tem, a coisa tá feia.

2010 não foi um ano gostoso, mas todo o seu azedume foi, na verdade, muito bom para mim. Ora, se num ano em que você cogita realizar 3 procedimentos cirúrgicos você não amadurece e se torna uma pessoa melhor, então você não tem mais jeito, amigo hehe. E isso é só o grave.

Às pequenas implicações que ardem na alma e incomodam eu devo tanto! Pois foram todas essas gotinhas amargas que me motivaram a encontrar um caminho maravilhoso. E minhas perguntas tiveram respostas e tudo passou a fazer sentido. Meu mundo é colorido de novo e mais ainda!

Conheci cores que antes não podia ver. Entrei pros palhaços, ganhei uma nova família e um lar. Pois fiz mais que amigos e frequentei mais que um lugar sublime. Comecei a pincelar a compreensão de sentimentos que julgava conhecer: amor, paz, harmonia, caridade.

Mais forte do que jamais imaginei poder ser, acredito que a palavra do meu 2010 seja evolução. Tão intensa, marcada e visível foi a transformação que senti e vivi. E por tão inestimáveis oportunidades, eu só tenho a agradecer. Não há dor que perdure em corações que insistem no amor, eu aprendi.

Não espero que as coisas sejam melhores, pois eu sinto que elas já são. Desejo, entretanto, um 2011 leve. Sem fumaça e situações inusitadas: um 2011 de paz.

Que eu não me perca nunca deste caminho. Que 2010 seja lembrado não como um ano bom apesar de; mas porque assim de fato o foi.

Amo vocês, meus queridos!

Feliz Ano Novo!

 

Leia também: Com a palavra, 2009

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Com a palavra, 2009

Da minha época de fotologueira, tenho uma tradição de criar textos de finais de ano. Esse ano não podia ser diferente xD
Importei o texto de escrevi lá no fotolog, que tá meio abandonado xP
Se quiserem dar uma olhada lá, o link tá aqui:

É sempre difícil encontrar a palavra certa, ainda mais quando é pra descrever um ano tão diferente de todos os anos de minha vida. Poderia escolher “Transição”, mas  isso, talvez, transmitiria a ideia errônea de que foi um ano sem muitos acontecimentos, no qual você só está entre tudo o que passou e tudo o que há de vir. De fato, este foi o ano que divide o que já conheci, o que já fui do que irá acontecer, do que poderei ser, porém, 2009 foi bem mais do que isto!
Foi um ano, acima de tudo, MÁGICO. Sim, a Disney tem muito a ver com a escolha desta palavra, pois eu oscilei entre o céu e o inferno, mas se coloco na balança o quão bom o céu foi e o quão ruim o inferno foi, o céu ganha de longe. Acho que essa diferença na balança de felicidades e tristezas é que vale ser contabilizada.
E olha que este não foi um ano fácil: fiquei muito doente; briguei; passei nas duas faculdades que tentei, mas não me deixaram escolher qual eu queria fazer; tive de lidar com loucos suicidas (sério!); perdi toda a minha paciência -toda aquela que eu já não tinha; conheci o que é não ter notas boas e ter de esperar por milagres para passar em matérias (desistam de boas notas se pretendem fazer exatas na faculdade); briguei, briguei, briguei; chorei, chorei, chorei e, provavelmente, aconteceram mais merdas do que eu consigo lembrar, felizmente.
Mas foi muito, muito mágico: Viajei. Muito. Mais do que eu já havia viajado, e isto não é pouca coisa. Acho que fiquei mais tempo em outras cidades do que na cidade onde moro. Conheci o lugar mais mágico que pode existir -é sério, se houver algum lugar mais mágico que a disney me leva, pq eu só acredito vendo!-. Conheci muitas pessoas que me marcaram, algumas apenas de passagem em minha vida, outras que chegaram pra ficar. Conheci pessoas maravilhosas. Fiz o que queria, e continuei a fazer todo o tempo que podia. Redescobri a música e voltei a cantar – literalmente.  Redescobri a escrita, não que não fosse ciente da naturalidade de escrever presente em mim, mas fiquei ciente da necessidade que tenho dela. Descobri a leitura, a maravilha de se viajar por universos diferentes. Passei mais tempo com as pessoas que amo -e isto é o melhor que há. Comecei a faculdade e, mesmo descobrindo o calculo e todas essas coisitas mais, posso dizer que ser universitário é mara! Fiz dezoito anos, e, teoricamente, virei adulta. Ri muito, m e s m o ! Me reaproximei mais de pessoas do que me afastei, e, mesmo das quais eu me afastei, não sinto que haja uma distancia assim tão grande entre nós que um empurrãozinho não resolva! Vi reaproximações que eram aparentemente impossíveis acontecerem, e, com isso, um prelúdio a uma grande mudança positiva!
Provavelmente falta muita coisa, mas seria meio que impossível dizer tudo o que 2009 representou pra mim. Para finalizar aqui, o que tenho a dizer é que 2009 foi um daqueles anos que poderiam durar para sempre- e que vão durar, na memória.
Para 2010? Nenhuma expectativa -no sentido de espera-, nenhum desejo especial. É até estranho isso, vindo de mim. Neste momento, imagino o ano que chega e a imagem que vem é escondida por uma fumaça branca, e, na verdade, eu não me preocupo. Estou pronta para o novo, para a mudança, almejo que coisas inusitadas aconteçam.
Que, ao dissipar da fumaça, a imagem vivida seja repleta de sorrisos para todos nós!
Ordem para 2010: Não deixe essas pessoas maravilhosas saírem da minha vida!

Ps. Seguem os links dos textos dos anos anteriores:

2008

2007

2006