Crê-ser

Quem eu sou grita. Não pede licença, não pede desculpas. Não se importa em aparentar, mais interessado que está em ser do que em pareceres.

Quem eu sou não precisa. Não depende, não se limita. Sabe que ser é sempre caminhar e que, cada único trecho do instante agora é e já passou. E será novo e será diferente. Não se prende, segue.

Quem eu sou não é. Não se preocupa em se definir assim ou daquele jeito. Já aprendeu a gostar mais do que não se pode explicar. Não se angustia por fazer sentido. E faz, e é.

E, diante de tantos protestos, de tantas revoltas e petições ignoradas. Diante da revolução que há milênios esteve, insistente, aqui dentro de mim, eu hoje me conquisto no mesmo instante em que me rendo.

Sem mais tantos conflitos. Sem mais tantas cobrança. Sem mais desamor por mim. Apenas uma enorme gratidão pela maravilhosa oportunidade de existir. Levanto a bandeira, branca e vermelha, de paz em ser quem eu sou.

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Marina Soares

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