Tolices

Olho demoradamente para o o céu. Camadas de nuvens e tons sobrepostos, às vezes azuis, vermelhos, cinzas… E o horizonte infinito.

Retorno o olhar para a estrada, retrovisor, e vejo meus próprios olhos. Percebo tantos anseios, tantos sonhos e – ouso – tantos universos dentro de mim.

Meu estado atual é sereno, mantido a esforços de abnegação e devotamento incessantes. Tenho aprendido a não me limitar – por nada, por ninguém. E sentir. E sinto… Sinto tanto !

Olho pro céu e percebo a tolice da vaidade, do orgulho, de não olhar nos olhos. Percebo a tolice de não dizer aquilo, de deixar passar um momento, de não oferecer ao mundo um pouco de carinho.

A tolice de me afogar em mim quando há tanto ar no pulmão das pessoas que sopram sem cessar apenas para me mostrar: você não está só.

Respiro. Olho novamente o azul que não termina. Fecho meus olhos e sonho.

Marina Soares

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