Sobre Saudade

Este texto é como quando os olhos se enchem de lágrimas, mas escorre apenas uma gotinha tímida e indecisa. Não sabe se cai por melancolia ou se transborda por muito amor.

Estava cá, pensando que a maioria das pessoas que encontramos na caminhada está de passagem e só vai permanecer por alguns instantes.

Claro que o eterno é relativo, pois memórias e saudade são essas caixinhas de guardar pessoas-preciosas no infinito de nossos corações. A presença física, porém, é presente.

“Uma das maiores alegrias na Terra é encontrar corações que se simpatizam com o seu”.

E talvez seja uma das maiores angústias ter de deixá-los ir. Poucos são os que permanecerão conosco, raros são. E, nem por isso, toda essa gente que nos ilumina e por quem sentimos tanto afeto, que se vai como um relâmpago, deixa de permanecer um pouquinho em nós.

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar”- já disse a raposa.
É um risco maravilhoso, para quem na vida se permite amar. São lágrimas gotas de luz, resultado de tudo que sentimos de bom por alguém.

Eu repito: a maioria dos corações queridos vai partir um dia. Eu também vou. Mas rogo pela ousadia de que o medo da despedida não nos furte a alegria da presença.

Carpe Diem! Aproveite, viva, sinta! O dia, as pessoas, os sentimentos: únicos, instantes, presentes.

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Marina Soares

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