Pequenas asas

Como podem os passarinhos sobreviverem sem alçar vôo? Como podem as estrelas alimentarem sistemas inteiros sem se permitirem expandir e brilhar?

Não sei se foram os demorados tempos de sombras que me fizeram deixar de ver duas delicadas asas, transparentes feito cristal, tímidas, esquecidas, amassadas pelos pesos de tantos problemas de um mundo inteiro.

Ah! Mas uma flor precisa se entregar ao vento, rodopiar livre e levemente, causando, talvez, a impressão de que segue sem destino, quando, na verdade, está se jogando, integralmente, em confiança em Deus.

Quantas moradas há na casa de meu Pai? Quem são meus irmãos e mãe? Ah.. se sua fé tivesse o tamanho de um grão de mostarda…! Amaria sempre e seguiria, atendendo aos chamados mais improváveis da vida, sem sequer titubear.

Porém, agora me recordo. De um feixe de luz, emanado pelo Teu amor, vejo refratarem e refletirem as asas tímidas.
Elas precisam aprender a voar.

Neste pequeno ensaio presente, peço que me perdoem os tombos, os roxos, o corpo quebrado. Me perdoem se às vezes os machuco em minhas próprias quedas. Não é por mal, estou aprendendo. Estou aprendendo tanto!

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Marina Soares

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