Senhor,

Deixe-me ficar um pouco mais nesta festa. De luzes e cores repleta, notas e harmonias bailam noites e dias, dançando valsas de amor.  Ah, o amor. Como é possível a esse coração tão pequeno penetrar – e provar – tão inestimável infinito? E amar tudo e nada em particular. Todas as peculiaridades indistintas e somadas pelo verbo que não exige complemento.

Amar, pois o coração incha e a alma explode. E as faíscas de alma caem displicentes pelo mundo como gotas de chuva. Molham os rostos, lavam os homens. Escorrem pelas ruas e dão vida à terra. E o nosso pequeno mundo vibra e se eleva. Celebra conosco cada gotícula e também incha: fica cada vez maior.

Tão grande que não podemos ver. Tão grande que não podemos tocar. Tão grande que não podemos definir ou mensurar.  Precisamos inventar novos sentidos, novas palavras, reinventarmo-nos por completo. E precisamos aprender a sentir.

Pois minha alma arde e o corpo não sustenta a paz e alegria que querem permanecer. E o que sinto é só um reflexo, uma pequena ideia que começa a nascer. Mas eu quero ficar. Ficaremos na festa e tudo o que precisamos fazer é aprender a amar.

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