Claro

É claro que queria um colo à disposição, problemas de televisão e soluções em passes de mágica. Queria tardes lentas e chuvosas de domingo, gotas e mais gotas caindo pela janela e por mim… Queria banhos de chuva e banhos de mar. Queria gelo, neve e orvalho. E a mais fina brisa a voar.

É claro que queria tudo de volta, e tudo de novo e tudo novo. Cambalear nos espaços separados por linhas tênues. Vivenciar o errado efêmero e continuar o acerto pleno. Cair e levantar sem me machucar. Queria um chão firme para ter onde pisar.

Mas o que tenho mesmo são os avessos. O que tenho são dúvidas e inseguranças. Piso em nuvens e descanso em leitos de rios em dias de tempestade. Tropeço em pedras que nem existem e me machuco e sangro. E choro e rio.

A verdade é que o que eu tenho mesmo, mesmo, não é nada do que quero. É, contudo, tudo o que faço.

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