De todo meu amor

De todo o amor que sinto e guardo, assim não pode ser nada além de um fardo. Pesado como uma nuvem carregada, que carrega a chuva encharcada de trovões e tempestades. Inconstantes estabilidades que não mudam enquanto acontecem, mas que transformam tudo quando perecem.

Não me entenda mal: o amor não é cruel se souber libertá-lo, se cuidá-lo sem distinções. A culpa é mesmo de nossas seleções. Por que não amar qualquer um? Deve ser para sofrer por algum. E vários. Cenários que se repetem e se perdem entre risos e lágrimas, entre contos e fadas. Por que não lembrar do que não aconteceu? Deve ser para fingir salvar tudo que já foi seu.

De todo o amor que tenho em mim, que é enorme assim: do tamanho da imaginação das crianças. Onde cabem fés e esperanças. De todo ele, a parte mais bela, a mais gritante, a mais sincera e iquietante. De todo ele, meu todo. Todo meu amor não espera e incha e explode em pequenos instantes. Faz-se bem óbvio de perceber: confessa para mim que não consegue mais não ser.

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5 pensamentos sobre “De todo meu amor

  1. Sem querer ser repetitivo mas já sendo, lindo texto Nina! Sua capacidade de brincar com as palavras me surpreende positivamente a cada dia! E sei como se sente com relação a esse “fardo”… Enfim, lindas palavras! :D

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