WolrdCup apresenta: Amar o país, eis a questão

Daí vocês pensam: ” A Marina fazendo um post sobre futebol no seu blog?”. Pois é, Pasmem.

É que muito me irrita uma situação que se desenvolve desde o início da Copa, ou até mesmo desde antes disso, não sei ao certo; a propagação dos os anti patriotas-de-copa.

Por mais detestável que algo possa ser, pior do que ser o cara que gosta dessa coisa é ser o cara que vive falando mal dela ou dos que gostam dela. Ainda por cima, no caso dos anti patriotas-de-copa, estes se enchem de falso moralismo para criticar o falso moralismo dos outros. Disgusting!

“Brasileiro fica pensando em copa e nem lembra que tem eleições esse ano”. Ah, tá bom. Como se em ano em que há eleições e não há copa do mundo o brasileiro agisse de forma tão diferente aham, claudia, senta lá ! Brasileiros, no geral, não se importam com eleições e política, não se importam com o crescimento e desenvolvimento do país. Isto é um fato, pare de misturar as coisas e culpar um evento que ocorre de quatro em quatro anos por falhas que sempre existiram. O pessoal reclama dos fogos e dos gritos de “Brasil!” quando se vence um jogo. Agora, por favor, me digam só uma coisa: Vocês queriam que a gente se orgulhasse de quê? Dá nossa política? Da nossa economia? Do nosso adorado presidente?

Quero deixar bem claro que não sou a favor de patriotismo algum, na verdade esse amor a um país é um sentimento que não possuo e não compreendo. Mas, apesar disso e apesar de não gostar de futebol, defendo sim os torcedores, aqueles que pintam a cara e vestem a camisa. Aqueles que viajam pra longe e lotam os estádios. Eles podem amar o país ou não, isso é problema deles, mas criticá-los não faz de você um apaixonado, faz de você um tremendo pé no saco.

Nosso país é famoso pelo futebol, pelo samba, pela caipirinha e pelo Rio de Janeiro (leia-se, pela violência no Rio de Janeiro). Somos famosos por isto, mas, quando a questão é respeito, ganhamos apenas pelo futebol (ah, vai, a argentina não conta). Podemos ter a melhor seleção do mundo, ou não, não sei avaliar esse tipo de coisa, mas temos cinco vitórias que nenhum outro país tem. E este é um fato que se impõe. Pode não ser a melhor maneira de se obter respeito, e eu não acho que seja, mas é assim que é.

Aqueles caras que estão lá no campo, independentemente do dinheiro que recebem para isto, de seus motivos e motivações, promovem, com suas atuações, uma consequência grandiosa: representam o país perante o mundo. Acha pouco? E você, faz o quê? Xinga muito no twitter?



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13 pensamentos sobre “WolrdCup apresenta: Amar o país, eis a questão

    • Bem, gabi, minha opiniao é bem essa: Querem revoluçao? Façam, não julguem, culpem ou critiquem os outros por não fazerem por vocês.

  1. É Nina, infelizmente as coisas acontecem deste modo. Algumas pessoas, como sempre, procuram alguma coisa pra criticar. E já que estamos em tempo de copa, há coisa melhor do que criticar os torcedores?

    Quando não estão criticando os torcedores, criticam o técnico da ou algum jogador da seleção. O povo tem mania de sempre querer botar a culpa em alguém. Tem mania de sair criticando, de achar que é o dono da verdade.

    Todo mundo até tem o direito de criticar, isso é bem verdade. Porém, quem critica deve ter bons arumentos pra utilizar, pois criticar é fácil, difícil é sustentar alguma tese.

    • Odeio a mania das pessoas de sair distribuindo culpas, principalmente pq, na maioria das vezes, elas atribuem culpas às coisas erradas…
      :)

  2. Falou bonito! Na verdade, falou maravilhosamente bem! pena que o Brasil foi excluído, mas novamente as pessoas reclamam.. nunca estão felizes… claro que nem sempre o Brasil jogou bem, mas temos que admitir que jogaram com raça e como vc falou, temos 5 copas e ngn chega aos nossos pés..
    bjuss

  3. Hmm, com calma, huahuahua.

    Seguinte, existem pessoas que não se contetam se não estiverem desprezando alguma coisa que todo mundo ama. A verdade, é que essa “síndrome de undergorund” virou modinha junto com o “alternativismo”, que agora é mainstream (pqp geração complicada essa nossa) a moda agora é ser alternativo, ou seja, talvez ser alternativo seja andar na moda .-. bom, sei la.

    A questão é que ta na moda odiar paulo coelho, copa do mundo, e tudo mais que a maioria das pessoas gostam, mesmo que não faça sentido nenhum.

    Mas, tenho que discordar de você em certa medida… Acho que você entende mal parte dessas pessoas que criticam. Apesar de muitos deles fazerem parte do grupo que eu já expliquei, dos rebeldes sem causa, que em sua maioria não fazem NADA pelo país; muitos também estão fazendo uma crítica construtiva também. Não é que tá errado gostar de copa do mundo, e quem falar que é por causa da copa do mundo que o brasileiro não liga pra eleição é um alienado. Não é que a copa do mundo é o motivo da ignorancia politica do brasileiro, o fato é que, é comicamente trágico que o brasileiro faça esse barulho todo por causa da copa e absolutamente NADA por qualquer razão social do país. A copa não é causadora do problema, ela só está lá, na dela. O brasileiro é que tem que aprender a dar atenção pras coisas importantes TAMBÉM.

    Acho que os, nas suas sábias palavras, pés-no-saco que ficam por aí xingando torcedor são os mais escrotos mesmo, porque afinal, também não fazem nada pelo país. Porém, acho igualmente errado justificar a farra da copa e o silencio democrático dizendo que: “Ah, o brasileiro já num faz nada mesmo, o país já é fudido mesmo, a economia é uma bosta mesmo, o social é porco mesmo. Então pra que mudar a forma de agir?”

    Acho que são dois extremos do mesmo problema, vertentes diferentes, mesma cegueira. Criticar por criticar, só pra ser alternativinho e chato, é coisa de nego aparecido e animal. Badalar como um louco as vitórias da seleção, e chorar o fim do mundo nas suas derrotas, enquanto não dá a mínima pra situação administrativa da nação, é muito ruim também, não acha? =/

    Então concluo dizendo: Não tem problema curtir a copa, festejar, chorar, soltar foguete e até mesmo soprar aquela corneta do inferno que é a vuvuzela; mas por favor, saibam voltar ao mundo real depois disso, e quem sabe, se preocupar um pouquinho também com coisas mais relevantes. =]

    Anyway, assunto bem abordado nina, como de costume xD

    Do seu assíduo leitor,

    JoKa, do jokanachuva.wordpress

    =**

    • “Ah, o brasileiro já num faz nada mesmo, o país já é fudido mesmo, a economia é uma bosta mesmo, o social é porco mesmo. Então pra que mudar a forma de agir?”

      Não sei se você teve essa impressão com o que eu escrevi, mas de maneira alguma quis dizer isso. Eu só acho ridículo misturarem as coisas. O fato de a maioria dos brasileiros morrer de amores pelo futebol e o fato de a maioria dos brasileiros não dar a mínima, ou não fazer o mínimo, pelo progresso do país são coisas distintas! É revoltante saber que, na maioria das vezes, o mais relevante não é visto como mais importante? Claro que sim! Mas falar mal dessas pessoas não vai mudá-las, pode até ser que sim, mas, principalmente: não vai mudar a situação. É por isso que reforço, se a gente quer uma revolução a gente tem que ir lá e fazer, e não ficar falando mal das pessoas que nem sequer pensam em revolução: isso não adianta e não muda nada! Falar mal dos defeitos dos outros não faz a situação melhorar. Fazer algo faz. Não adianta olhar pro outro e falar que ele é um idiota e tá errado. Adianta não ser um idiota e tentar fazer o certo…
      É isso que quero dizer ^^
      Obrigada pelo comentário sempre “endossador” ! x)
      =*

  4. Patriotismo só existe em época de copa porque é o único momento que dá pra defender o Brasil mesmo…

    O problema é a seleção jogar mal e a gente perder uma das únicas coisas que temos para nosso orgulho…hehehe

    Fazer o que…2014 tá aí…

  5. Falou bonito sim!Só acho que os ultra “patriotas” deveriam defender mais esse Brasil em outras épocas, e nem digo com questão à política, mas gritar p/ o mundo que é brasileiro sim e não tem vergonha disso, pq a vergonha só desaparece em copa e em carnaval infelizmente.

    Beijoo.

  6. Bom, o que eu penso sobre Copa do Mundo não tem nada a ver com alienação ou revolução. Minha análise é sobre o futebol mesmo. Entendi o seu post, mas gostaria de falar sobre a arrogância do torcedor brasileiro.

    É como se não fosse preciso fazer a Copa. Bastava entregar a taça pro Brasil e pronto. Ninguém perdia tempo vendo uma Copa que já teria um vencedor anunciado.

    Este ano, porém, fiquei satisfeito em ver que parte de nossa imprensa esportiva reduziu sua tradicional arrogância. Já não dizem mais que o Brasil deveria ganhar todas as Copas. Reconheceram que outros países também fazem boas seleções.

    Claro, se assim não fosse, como a Itália seria tetra? E a Alemanha, que é tri?

    Argentina e Uruguai ganharam duas vezes.

    Tem brasileiro que acredita que só o povo daqui fica feliz e sofre com o futebol. Como se o resto do planeta fosse habitado por alienígenas que detestam futebol. Isso é o que eu acho mais impressionante, quando penso em Copa do Mundo.

    Nina, leia uma coluna do Tostão que eu reproduzi lá no jornal. Tostão foi jogador, e dos bons, tricampeão em 1970, jogou com Pelé e outros craques. Eu adoro futebol, sou torcedor, mas tenho a mania de analisar as coisas como se fosse um cronista esportivo que não pode torcer, tem que ser imparcial, percebe?

    Bjooo!!

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