Do cárcere interior

Buscamos uma liberdade insensata. Lutamos tanto por uma desculpa para nos libertarmos das amarras que criamos e sustentamos que não nos damos conta de que vivemos numa prisão ilusória. O livre-arbítrio está impregnado em nossas veias e somos, portanto, autores de e responsáveis por tudo que passamos.

A realização de vontades, ainda que essencial, não trabalha quem somos. É apenas doce que nos alegra o dia. O sofrimento contínuo, que é também opcional, não nos engrandece ou nos torna mais dignos de algo. Ele apenas nos acomoda no conforto da depressão. Deduzindo que evoluímos, arquitetamos labirintos onde nos enfiamos e nos perdemos. E sentamos e choramos e esperneamos sem entender como fomos parar ali.

Esquecemos o mais importante, ao mesmo tempo em que nos distraímos pegando caminhos errôneos, que fazem a saída parecer cada vez mais inacessível; somente o amor nos liberta. O amor que recebemos é como lua que clareia a mais escura noite. Mas o amor que emanamos… este é rei Sol capaz de possibilitar vida e de iluminar toda uma galáxia, incluindo a lua.

E esta é a verdadeira liberdade: a que vivemos quando nos desprendemos do que há de ruim em nós mesmos.

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8 pensamentos sobre “Do cárcere interior

  1. que coisa. não queria abrir os comentário de jeito nenhum… enfim, odeio essa coisa de responsabilidade… quando estou numa furada, saber que a culpa é toda minha… tão fácil jogar a culpa nos outros, tão difícil admitir os erros…. vida sofrida…

    bjusss

  2. Nos despreender de certas privações as vezes é difícil. Sei que somos nós mesmos que procuramos nos prender a algo, mas as vezes nos prendemos para evitar algum tipo de acontecimento que pode ou não ser bem-vindo.

    Nem sempre se privar do mundo é a melhor escolha, aliás, essa é a melhor escolha pra’queles que só tendem a esconder-se do mundo e de todas as coisas boas (e ruins) que ele tem a oferecer.

    Ou a gente se priva de tudo e se isola, ou toma coragem e vai a luta para ser feliz. (:

  3. Depois de ler este post tão suave e profundo ao mesmo tempo, creio que não erro se disser que seu caminho profissional se aproxima da Psicologia, Nina!
    Bom, pode nem ser, mas penso que você iria se dar muito bem nessa área.
    Ou eu ando influenciado pelas minhas releituras de Gandhi, pode ser!
    Bjoo!!

    • haha! Obrigada, Bill :)
      Eu considerei fazer psicologia quando tentei vestibular, mas em algumas auto-análises cheguei à conclusão de que isso poderia me deixar doida (ou piorar o que já sou :x)
      acabei indo pras exatas, o que, definitivamente, não foi uma decisão muito sã, olhando agora…
      aushuhsauhsahuas

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