E agora, Lady Murphy?

Então você resolveu viajar de madrugada. Como você é um cara prevenido, encheu seu tanque logo depois que saiu do serviço, para não ter que demorar mais do que um arrumar de malas para pegar a estrada. Aí você se despede da mãe, do pai, do irmão pentelho e do tio folgado, pega seu carro e vai, sonhando com aquele fds bacana na praia com a galera, que já está toda na casa do primo do seu amigo.

É, você até queria já estar lá, mas seus amigos tiveram recesso e você não, teve que esperar até agora, sexta feira a noite, pra sair. Melhor assim, certo? Chegar lá sábado cedo e ter todo o final de semana para curtir. Animado, você pisa fundo no acelerador.

Entre salgados estragados, cafés frios e banheiros sujos, segue sua viagem sem complicações. Um chicletinho para tirar o sono, uma musica para quebrar o silêncio da estrada noturna, até que… puuuff! Isso mesmo, seu pneu fura. Mas é pra isso que serve o step, né? Então você vive aquele momento filme no meio da estrada e com o pneu furado, mas logo resolve o problema.

Continua seu percurso, mas, de repente, percebe algo vermelho no painel. Sim, sua gasosa está chegando ao fim. E você se pergunta: “Mas como? Eu tenho certeza de que enchi o tanque!”. Bem, o que posso dizer? Você realmente deveria ter mais cuidado com o lugar onde deixa a chave do carro enquanto fica 3 horas se preparando para uma viagem, principalmente morando no mesmo teto daquele seu irmão que acabou de tirar carteira. Você passa os próximos 20 minutos da viagem tenso, tentando encontrar um posto de gasolina, mas é claro que isso não acontece.  O motor dá o seu último suspiro e você o seu primeiro.

Não preciso comentar que a gasolina acabou na pior parte da estrada, né? Sim, naquela mais deserta, sem iluminação, sem lanchonetes, sem postos de gasolina, sem acostamento e, obviamente, numa curva. Mas nem tudo está perdido, não enquanto houver o celular, a maravilha eletrônica! Você pega seu telefone às pressas, e tenta ligar para algum de seus amigos para pedir ajuda, mas o cruel barulhinho de perda de sinal é fatal. Nessas horas, o sinal sempre é perdido e não volta enquanto você precisar dele.  E não, nem o “Somente Emergência” funciona.

Você analisa sua situação: São 3e25 da madrugada, você está a 200km do seu destino e a 200 km do seu ponto de partida, já teve de trocar o pneu e agora seu carro está parado sem gasolina num lugar desconhecido e deserto,  seu telefone não funciona e não há orelhões, nem nada que possa fazer você se comunicar com o resto do mundo , por perto.

É, meu amigo, consigo ver pra você duas opções: Esperar uma alma caridosa aparecer, ou andar e andar até encontrar algum posto, lanchonete ou qualquer sinal de vida.

Problemas:

Primeira opção: Acontece que a alma caridosa que aparecer pode ser, na verdade, um assassino psicopata.

Segunda opção: Você pode andar 199 quilômetros sem achar nada disso, afinal, o único lugar onde você tem certeza de que vai encontrar algo do tipo é no seu destino.


Ainda bem que você é prevenido e trouxe um lanchinho no carro. Não fique tão mal, poderia ser pior…

Pessoal, hoje tive essa idéia meio esquisita de tentar criar uma seção no meu blog, a seção “E agora?” .  A intenção é que sejam apresentadas situações bizarras, de todos os tipos, como problemas, azares, ciladas, etc, e que vocês comentem maneiras de escapar destes acontecimentos.

Bem, se tudo der certo, além de fazermos uma utilidade pública criando um manual de sobrevivência em situações bizarras, será bem divertido!

E agora? O que vocês fariam? Espero o comentário de vocês :D

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14 pensamentos sobre “E agora, Lady Murphy?

  1. Bom…

    Não faria diferença procurar por uma alma caridosa ou esperá-la chegar até mim…ela poderia ser um assassino psicopata nas duas opções…

    Mas para precaução…andaria um pouco, até conseguir algum mísero sinal no celular…caso não funcionasse após longos momentos caminhando…voltaria ao carro, e esperaria amanhecer, pois provavelmente os psicopatas teriam ido dormir à essa hora…e o risco de ser assassinado diminuiria…

    Se nesse meio tempo alguém aparecesse, legal =D se não…paciência…

    ___

    não te amo!
    alma!!

    =*************=

  2. É, gostei mesmo dessa sua idéia, foi fantástica.

    Quanto ao carinha…
    Bom, já que ele sabia que o irmão poderia representar “perigo” ele deveria tomar cuidado, mas, em contra partida, como ele estava na mesma casa que o irmão e não percebeu que ele havia saído?
    Ele pode ser desligado ou podia estra empolgado demais com a viagem que equanto arrumava a mala ligou o som no volume máximo e esqueceu de tudo que estava ao seu redor.
    É, pode ter sido isso.

    Agora voltemos ao cara e ao carro sem gasolina.
    Imagino que essa estrada esteja deserta a essa hora, e que qualquer pessoa que passe em qualquer carro tenha medo de parar pra ver o que houve com o carinha azarado. Já que ele tem comida, penso que ele deveria dormir lá e esperar até o outro dia.
    Tá, ficar lá pode ser perigoso, mas é melhor que ele fica lá dentro, “seguro”, do que numa estrada escura e sem ninguém visível.

    Bom, acho que ele vai dormir lá e vai acordar com os raios de sol na sua cara, então vai descer do carro, botar aquele triângulo vermelho e pedir a colaboração de alguém. Depois de um pouco mais de uma hora de tentativas na beira da pista, ele consegue a ajuda de alguém que o leva até um posto de gasolina. Chegando lá ele pega o que quer e espera outra ajuda de alguma outra pessoa. Felizmente não foi muito difícil conseguir uma outra alma caridosa ali naquele local, porém, essa pessoa tão bondosa estava abalada, sim, ela estava. Era uma mulher, frágil e loira. Não digo que é loira pra poder parecer mais frágil, se é que essa associação possa ser feita, enfim. A mulher desabafa, conta tudo o que lhe deixa aflita e então para o carro no acostamento. Ela pede um abraço e nós aqui pensamos: que mulher estando sozinha daria carona pra um desconhecido, contaria de sua vida pessoal e pediria um abraço? E eu respondo: essa faria isso. Por quê? Porque ela está emocionalmente desequilibrada, precisa de alguém, mesmo que essa pessoa não tivesse boas intenções, afinal, você acha que uma pessoa nesse estado vai pensar muito em quem deve confiar ou não?

    Continuemos…
    Ele fica ali, por algumas horas ouvindo a moça e esquece que deveria encontrar os amigos. Ele a conforta e lhe diz coisas que jamais havia dito. É, ele se apaixonou. Você não acredita em amor a primeira vista? Sinto muito, mas ele acreditou.
    Ele a levou pra casa de praia. Sei que não restava muito tempo pros dois, mas foi o suficiente pra que ela recuperasse o fôlego e quisesse retomar a vida.

    O fim de semana acabou. Ele queria permanecer ali com ela e ela queria retribuir todo o carinho recebido. Chegou o momento da despedida e eles se olharam. Ficaram alguns segundos assim. Ele resolveu que queria permanecer com ela e a moça, bom, não sei bem o que ela quer. Não sei se ela só sente um carinho por ele por tê-la ajudado ou se ela começou a gostar dele também.

    A continuação da minha história eu deixo em aberto. Espero que alguém tenha um bom futuro pros dois.
    Então, é isso.

    • Ele quer ficar mas precisa ir embora. Afinal, precisa trabalhar. Então, ele sugere que a moça viaje com ele. Ela, prontamente, aceita.

      Você deve achar esquisito o fato de uma total estranha ser tão prestativa, tão disposta a jogar tudo pro ar por um semi-conhecido e tão sem-mais-nada-na-vida assim. Mas nosso amigo nem se importou. O que posso dizer? Ele estava apaixonado.

      Os dois entram no carro e seguem viagem fazendo o caminho de volta para a cidade dele. Ao parar num posto de conveniência, um susto: um cartaz de Procura-se com a foto da nossa acompanhante misteriosa. Acusada de assalto à mão armada e sequestro.

      É, a Lady Murphy é mesmo best do nosso amigo.
      Ele se apaixonou por uma criminosa, que agora está no carro dele, enquanto ele está no posto de conveniência no meio de uma estrada. E agora?

      Eu avisei que as almas caridosas poderiam ser assassinos psicopatas…

  3. Tá, agora que já temos uma boa versão ‘romance americano’, forneço a opção ‘trash’ :
    O cara tá fudido mesmo, reconhece isso e precisa fugir da situação, resolve então fumar e beber o que estava levando pra curtir na praia, e coloca uma trilha sonora adequada: “…I tell you to enjoy life I wish
    I could but it’s too late!” Passando por ali, atraídos pelo cheiro e pelo som, um casal de psicopatas com uma adolescente sequestrada no porta-malas resolve parar o carro.Fazem ameaças, querem a droga e a bebida. Mas o nosso personagem principal tem o hábito super comum de andar com uma submetralhadora básica – invertendo logo a situação, ele amarra o casal dentro do carro sem gasolina e pega o carro deles.
    Com pouco tempo de viagem nosso aventureiro escuta os gritos e descobre a jovem. Ele a desamarra, ela entra no carro e os dois começam a conversar..
    6 anos depois os dois estão curtindo o dinheiro de 6 assaltos a banco bem sucedidos junto com seus 6 filhos ( o sexto ainda na barriga).
    ps. História baseada em fatos reais

  4. Eu faria sinais de fumaça e esperaria que alguém me socorresse dessa minha situação de “ilhado”. xP

    Cês viajam demais na maionese. xD

    Afinal onde tem fumaça vai ter sempre um curioso pra investigar. rsrsrsrsrsrs

  5. Bom , eu primeiro desesperaria e passaria pelo menos uma hora trancada dentro do carro chorando . Depois , viria a sensação de que chorar não adianta e já que é tão tarde , eu iria dormir dentro do carro.
    Ao amanhecer eu provavelmente esperaria passar uma alma caridosa ou psicopata durante um tempo . Se não desse certo , começaria a andar para trás ,em direçao à ultima lanchonete que fiz uma parada ( pois eu teria certeza de que haveria uma lanchonete em que passei ) e pediria socorro lá.

    Lá possivelmente meu celular funcionaria ou haveria um telefone. =P

  6. (…) Ele como todo bobo apaixonado tenta saber o que houve com a mulher pra ela ter agido daquele modo e ela começa a explicar tudo enquanto rios de lágrimas caem sob seus olhos.

    Ela conta que era uma moça humilde, que vivia numa favela e que estava entrando no mundo do crime. Certa vez ela e os seus “amigos” marginais invadiram uma casa para sequestrar um ricasso, só que o que era pra ser um sequestro, iria acabar em assassinato. Como ela não concordava em matar o cara, aproveitou um momento de distração dos comparsas e fugiu com o ricasso, mesmo sabendo que poderia ser presa depois. Ela o levou para um lugar afastado, onde ninguém o encontraria, pois lá ele estaria a salvo.

    Bom, a história dela não acaba ai. O ricasso poderia ter ficado com muita raiva dela, mas não, ele ficou apaixonado por esta moça e os dois resolveram mudar de cidade juntos pra não correrem risco de vida. Acabaram se casando e tiveram um filho juntos. Porém aqueles mesmos carinhas do sequestro descobriram onde eles dois estavam e ficaram sabendo que ela havia se casado com ele, então resolveram se vingar dela. Forjaram uma traição. Aproveitaram que o ricasso ainda não havia chegado do trabalho e colocaram um homem em sua cama enquanto ela dormia. O ricasso chegou, viu tudo e ficou transtornado. Resolveu então se vingar dela também e a denunciou a polícia dizendo que ela havia roubado parte de sua grana. Ela desesperada pegou o filho e fugiu. Ai surgiu então a acusação de sequestro, pois, legalmente ela não poderia estar com ele, visto que estava sendo procurada pela polícia.

    Depois ela viu que seu filho não merecia sair por ai com ela que nem um fugitivo também, e deu um jeito de o enviar de volta pra casa. Ela não queria que o futuro dele fosse tão triste quanto o seu.

    Ela não iria se entregar, então, pegou a última coisa que lhe restava, o carro, e saiu sem direção. Até que um dia ela conhece o cara da gasolina e…

    Bom, se eles vão ou não ficar juntos eu não sei. Só fiz contar quem era essa moça tão misteriosa. Agora o resto fica a critério de quem quiser continuar a estória.

  7. Ahh, eu iria andar até encontrar alguém ou alguma casa para pedir ajuda, ficar dentro do carro ia ser meio q suícido, o carro tava numa curva e numa estrada sem acostamento, o unico lugar q eu nao ficaria hehe!

  8. Eu… eu tenho medo de viajar no carro dos outros em rodovias, principalmente a noite… que dirá sozinho D:

    acho q eu enlouqueceria e faria o psicopata eu mesmo! xD

    O primeiro que passasse certamente deveria ter mtoooo medooo (6) KKK

  9. Bem,o que eu faria seria o seguinte: Como está muito tarde e provavelmente por causa do desespero eu não ia conseguir dormir bem mas procuraria me trancar dentro do carro e tirar pelo menos um cochilo de 1 ou 2 horas,ao acordar pego TUDO que tenho que possa informar(vide Mapa,bússola(sim eu tenho uma bússola em casa e as vezes eu ando com ela,é pequena mas ajuda xD) e sigo para a minha ultima parada e apenas comeria o necessário para enganar o estômago até chegar na minha ultima parada que provavelmente teria um telefone fixo ja que há uma grande probabilidade de até lá o celular acabar a bateria ou continuar sem sinal,ligar para um dos meus amigos avisando o triste acontecimento e logo ligaria para um reboque ou algo do tipo assim podendo me levar até o posto mais próximo da região a qual meu carro ficou sem gasolina e dando continuidade a viagem.

  10. (…) Depois de anos passados o ricasso resolve ir atrás da mulher para ter uma explicação, pois seu filho pergunta dela todos os dias desde que ela o mandou de volta para casa, como o menino está crescido e o ricasso velho sem saber o que fazer e com quem deixar a criança quando morresse queria ir procurar a mulher, detalhe ele naum se casara de novo pois ainda sentia algo pela loira, o ricasso foi atrás dela numa cidade proxima e não a encontrou, foi na outra e depois na outra até acha-la, quando a mulher o viu pensou em correr, fugir dali o mais rapido possivel, mais estava paralisada sem movimentos, o carinha percebeu que ela estava com um olhar frio na direção de um homem e perguntou se ele era o ricasso, ela lhe respondeu que sim e falou para irem embora dali o mais rápido possivel, foram embora mais sem notarem que estavam cendo seguidos pelo ricasso que no primeiro momento não percebeu que era sua mulher que estava ali parada com aquele homem, mais quando eles foram embora depressa percebeu que era ela por uma tatuagem na perna reconhecida por ele, no meio da viagem o homem percebeu que a mulher estava distante pensando em outra coisa, ele viu no olhar dela que ainda sentia algo pelo ricasso, ela confirmou mais disse que não o perdoaria por duvidar dela e por intrega-la a policia depois de tudo que ela fez por ele e ainda faze-la ficar longe do filho por tanto tempo, o homem perguntou oque ela sentia por ele ela disse que o amava muito ele quis deixar o assunto pra lá pois amava muito a mulher mesmo que ela não sentisse o mesmo por ele.Entraram numa cabana quase velha mais habitavel, o rico ficou esperando pra ver se ela saia da cabana sozinha para poderem conversar como nada acontecia ele resolveu bater na porta e ir falar com ela.Bateu e ela abriu a porta com um espanto no olhar ao ve-lo, ela o implorou para ir embora e nunca mais voltar, pra ele não levar a policia ali ela nunca mais tentaria contato com o filho, coisa que fez varias vezes sem sucesso, ele disse que queria conversar pois estava velho retiraria a queixa feita a anos se ela voltasse e cuidasse do filho após a morte dele, ela ficou muito feliz com a noticia de que poderia voltar e abraçar o filho cuidar dele como nunca pode cuidar, o homem foi atrás dela na porta depois de muito tempo e percebeu a felicidade da mulher com o reencontro com o ricasso, pensou que ela o abandonaria, realmente ela faria isso provavelmente voltaria com o velho, ele apenas pegou uma arma que debaixo da cama e disse que mataria aquele homem se ele não fosse embora naquele momento o velho assustado pulou em cima dele e tentou desarmalo mais apenas conseguiu dar um tiro no homem, o homem ficou lá baleado morrendo aos poucos, o velho e a mulher foram embora abalados mais não queriam ir presos passaram na delegacia retiraram a queixa a mulher explicou pelo caminho o que acontecera e o velho preferiu acreditar para não arranjar mais confusão voltaram para a casa do velho e quando explicaram tudo para o filho ele só queria saber de abraçar a mãe muito, o menino viu que o velho tinha uma arma na cintura pensou ali do lado dele e percebeu que o velho havia acabado com sua vida o tirando de perto da mãe puxou a arma tomando-a do velho mirou pra ele e disse:
    “MORRA” dando um tiro na cabeça do velho…

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