Sobre a bolacha que caiu no chão

A bolacha que caiu no chão é aquela que desperta sentimento. Raiva, dúvida, frustração…é impossível ser a ela indiferente. Ela não é necessariamente a última bolacha do pacote, que já foi fabricada com o privilégio de ser quem vai deixar o gostinho final, e todos sabem que seu gosto é exatamente igual ao das demais, mas ela se destaca. Mesmo sabendo que já está suja, a hipótese de apreciá-la, e, assim, corrigir seu próprio descuidado, é, no mínimo, considerada. Então vêm as desculpas; “existem pessoas passando fome, não posso desperdiçar”. Neste e na maioria dos casos, desculpas não passam de ótimas formas de amenizar para si o próprio fracasso. Ela não estaria no chão se seu dono fosse menos estabanado. A esta altura, seu dono já a teria saboreado, e provavelmente estaria fazendo planos para a última. Mas não. A que caiu no chão tem seu charme, seu quê de algo que incomoda, faz-se impossível de ignorar. Então, o que fazer? Ser sensato e descartá-la ou sucumbir ao desejo? Decida-se, os três segundos já passaram.

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